E terminou mais cedo do que nós desejaríamos - não tão mais cedo do que esperávamos.
Os Sens voltaram a jogar o que podiam, mas nem de longe foi suficiente para bater o mais jovem, mais saudável e mais motivado time de Pittsburgh. Lutamos até o fim, mas o excesso de jogadores atuando como passageiros no bonde Senador foi maior do que o número de jogadores desejosos por mudar o curso da série.
Após um primeiro período batalhado centímetro por centímetro, os Sens abriram o segundo período sofrendo mais um gol logo no início - para variar, em desvantagem numérica. O empate veio logo após uma sensacional jogada do promissor Nick Foligno que resultou em gol de Stillman.
A felicidade durou pouco. Apesar de ter sido brilhante ao longo de toda a série, certamente Gerber gostaria de ter utra chance no segundo gol sofrido pelos Sens na noite. De costas e fortemente pressionado, Ruutu foi capaz de girar e, sem ver o gol, marcar por entre as pernas de Gerber.
Os Sens ainda tiveram um gol anulado marcado por Vermette, mas qualquer esperança dos Sens foi dizimada no fim do terceiro período com o gol de Crosby quando os Sens já se encontravam com um atacante extra em lugar do goleiro.
Fica agora a cargo de Murray fazer as mudanças necessárias para fazer com que os Sens voltem ao trilho. Excessivas distrações ao longo da temporada, como a demissão de Paddock, o dilema entre goleiros ou completa queda de rendimento de Redden.
No quadro geral nos Play-Offs, tivemos:
Bons:
Martin Gerber: Apesar da pequena falha no 4o jogo, foi determinante na maioria dos jogos para manter os Sens no jogo até o fim de cada jogo, à exceção do primeiro.
Daniel Alfredsson: Se manter no gelo com um dos ligamentos do joelho destruído e ainda apresentar-se por quase 20 minutos mostra a capacidade de liderar pelo exemplo de Alfredsson. Precisamos dele por pelo menos mais 2, 3 temporadas até que se apresente um substituto com seu coração e ao menos metade de seu talento.
Chris Phillips: Sólido ao longo da série, foi responsável por impedir um massacre das principais linhas adversárias. Se os juízes não estivessem tão propensos a marcar penalidades em qualquer toque sobre Crosby, poderia ser ainda mais efetivo.
Anton Volchenkov: Só o fato de continuar no jogando a série com a cabeça noe stado em que se encontrava já foi heróico. Jogar por dois numa lnha com Redden, foi fantástico.
Nick Foligno: Certamente assegurou uma vaga no time para a próxima temporada. Amadureceu em uma série o que jogadores levam anos para fazer: chamar a responsabilidade em plenos Pla-Offs.
Cory Stillman: Na sua idade ser o maior marcador e um perigo para o goleiro adversário a cada vez que entrava no gelo já falaria o suficiente. Precisa retornar para mais uma temporada com o time.
Shean Donovan: Longe de ser o jogador de quem esperávamos algum resultado em termos de pontuação, fez sua presença sentida sempre qu estava no gelo atuando fisicamente e distribuindo trancos. Ainda foi responsável pelo início da tentativa de reviravolta no jogo 2.
Cody Bass: Outro calouro que atuou bem acima da expectativa, se tornando inclusive um perigo constante para o oponente quando matava penalidades.
Médios:
Antoine Vermette: Se quer garantir sua vaga no time, precisa ser mais regular. Lutou como poucos no jogo 4, mas ainda perde muitas oportunidades concretas. Demonstrou potencial nos Face-offs e, se efetivado como central, pode se tornar uma arma.
Brian Lee: Para quemc omeçou a temporada sob suspeita que nunca seria um jogador regular de NHL, demonstrou que é uma arma no nfuturo do time. Com apenas quatro jogos de experiência antes da série, já mostrou potencial para se estabelecer noo top 4.
Mike Commodore: Após um primeiro jogo terrível se estabeleceu ao lado de Phillips. A depender do salário, vale uma nova tentativa.
Andrej Meszaros: Apesar de desapontar por esperarmos muito mais dele, nao comprometeu o time. Precisa treinar com mais cuidado da pontaria. Pode sair a depender das propostas, devido a seu status de RFA.
Dean McAmmond: Poderia ser testado na principal linha com Heeatley e Alfredsson a partir do momento que se percebeu que Spezza estava sentindo pesadamente a contusão. Atuou com coração e tentando o que podia.
Christoph Schubert: Que ganhe uma vaga regular na defesa na próxima temporada. Merece uma chance de se estabelecer lá, especialmente com a profundidade do ataque para a próxima temporada. Poderia ser mais efetivo substituindo Redden.
Ruins:
Dany Heatley: A única justificativa para passar em brancoo nos Pla-Offs é se a contusão no ombro ainda realmente estiver afetando-o. Precisa mostrar muito mais agora com seu salário quase igual ao de Ovechkin e Crosby para as próximas temporadas.
Jason Spezza: Outro que a única justificativa para suas atuações seria a gravidade de sua contusão. O excesso de passes prevísiveis e giveaways foi um dos grandes motivos da derrota dos Sens - um deles resultou no GWG de ontem.
Martin Lapointe: Para quem esperava que assumisse um papel de importância nos Play-Offs, se enganou profundamente. Foi responsável pela derrota no jogo 2, e só demonstrou a luta que se esperava no jogo 4.
Terríveis:
Wade Redden: Mostrou na série o motivo pelo qual não voltará a veestir a camisa dos Sens. Lento, evitando qualquer contato físico e perdendo pucks regularmente, comprometeu a parceria com Volchenkov. Seu salário de 6 milhões por ano ajudará os Sens a se reestabelecer.
Chris Neil: Além de já ter um substituto a altura no time, mostrou que não é efetivo - cometeu penalidades bobas em momentos chave e perdeu a cabeça com uma regularidade assustadora para uma suposta "peste".
Que comece a nossa looooooonga off-season e que as mudanças ocorram o quanto antes!





